Um grupo de emigrantes na Venezuela, naturais de Campia, ofereceu à Câmara de Vouzela 100 mil euros e quatro hectares de terreno para ajudar a autarquia na ampliação da Zona Industrial de Campia, que há muito está lotada.

A VFM falou com um dos grandes impulsionadores do grupo, Amadeu Rodrigues Tavares, que se escusou a prestar declarações gravadas. Ainda assim, explicou que esta iniciativa, que surgiu há cerca de meia dúzia de anos quando se soube que o parque empresarial estava no seu limite, “não tem fins lucrativos” e que tem por objetivo a criação de empregos em Campia.

Esta já não é a primeira vez que estes emigrantes ajudam a terra. Há vários anos que contribuem para a realização de obra na freguesia e ajudam associações locais. Quem não esconde a satisfação com tudo o que estes beneméritos já fizeram, e nomeadamente por mais este apoio dado para o alargamento da Zona Industrial, é o presidente da Junta de Campia, Carlos Duarte.

O presidente da Câmara de Vouzela também enalteceu o contributo dado ao longos dos últimos anos por este grupo de emigrantes radicado em Caracas. As terras doadas agora vão permitir instalar quatro firmas que estão interessadas em fixar-se na área de acolhimento empresarial. A autarquia está igualmente a tentar adquirir outras parcelas. Já o dinheiro, juntamente com outras verbas do município, vai ser investido na construção de uma estrada de acesso à zona que vai ser aumentada, adiantou Rui Ladeira.

Por tudo o que este grupo já fez por Campia e pelo concelho, nomeadamente Amadeu Rodrigues Tavares, a Assembleia Municipal aprovou por unanimidade, no início da semana, um voto de louvor ao mesmo. Por sugestão do presidente da Câmara, o voto foi estendido à Junta de Campia, que também ofereceu lotes com vista à ampliação da Zona Industrial da localidade.
VFM
2015.10.02